cada vez que fechas a porta atras de ti e nem olhas por cima do ombro para procurar um pedido de regresso é como se esta casa ficasse vazia. quando vais levas tudo contigo e algures, no bolso talvez, levas a minha sanidade num saco pequeno de pano.
e voltas, a porta já nem precisa de ser forçada. para ti, está sempre aberta. e cá estou eu, do lado de cá a encher cestos de más memórias para acender uma fogueira que ilumine as paredes brancas que nos limitam com o unico fim de me esquecer que foste embora.
para mim estiveste sempre por cá.
rasgo os lencois onde nao estiveste deitado esta noite pq ja nao cheiram a ti e invento para mim mesma que desapareceram. assim como tudo aquilo em que tocamos quando os unicos olhares trocados eram feitos de desprezo e desespero.
mas esta tudo bem. voltaste num dia de calor para me abraçares na praia, voltaste num dia de frio para me aqueceres, voltaste num dia de festa para que pudessemos sorrir e dançar juntos, voltaste num dia de primavera para sermos mais um desses casais que se reunem quando ha flores.
não está frio nem calor agora. não me apetece festas e a primavera está longe de começar.. mas se voltares para ficar eu prometo que arranjo mais uma desculpa para fazermos sentido juntos.
1 comentário:
Oh pá, adorei!
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